"Breve" história do Fusca 84 que foi embora em 1996 e voltou 27 anos depois...

1995: A compra

Ganhei este fusca do meu pai após ele cansar de emprestar o dele pra mim e gota d'água foi quando dei um PT em um zero KM ano 1994. 

Não tenho fotos do dia da compra (que foi no Carlão Veículos) e este é o orçamento de transferência feito pelo conceituado escritório da despachante Anelise Pina. Ele custou, na época, R$ 3.000,00

Repare que ainda tinha a placa original amarela de 2 letras que, no documento novo, já seria troca pela cinza - DS-2192.

Original

Este fusca veio todo original como nesta foto (que não é ele).

Logo troquei três itens:
- os bancos para modelo Procar;
- as rodas para tala 6 de magnésio aro 14";
- as lanternas para fumê.

O motor

O motor é um 1600 cilindradas, dupla carburação e álcool como combustível.

Única foto

Essa é a única foto da época. Foi em 1996 durante um churrasco da empresa Recursus onde fui Técnico de Informática.

Não dá pra ver os bancos dianteiros Procar comprados no Mappin e a roda é uma réplica da de Mercedes comprada e polida pela Caravela Rodas. A lanterna foi trocada pela fumê e a porta aberta foi certamente pra dar o som no evento.

Eu sou esse "bombado" com relógio Timex Iron Man no braço esquerdo entre os colegas Michel Meles e Fábio Franceschini.

Som pra bater o "dance"

Dance Music era a sensação do momento! As batidas do grave e o som agudo dos twiters Leson eram facilmente ouvidos nos carros da moçada e, na cidade, uma loja monopolizava a instalação de som e acessórios automotivos: a Jaguar Som do amigo Tuca.

Ao lado está o orçamento que virou ordem de serviço em seguida. 

Destaque para o toca fitas Bosch Miami III, falantes Venture 10", alarme Pósitron e par de milhas.

Data do documento era 10/11/95, dois dias antes do orçamento de transferência. Prioridade era o som, rs.

PT no fusca... Só que não!

Saí pra almoçar e, ao virar a esquina da Lanchonete Marchesini, bati na lateral direita do Gol do, hoje amigo, Marcos Baldo. Ele estava saindo do estacionamento da Eko's Night Club.

O fusca era segurado e foi tudo tranquilo, exceto pelo fato de que a mensalidade do seguro vencia naquele dia e eu ainda não havia pago. Voei para o Banco Real ali pertinho, procurei meu amigo Jean Carlo e pronto. Nesse meio tempo minha irmã, Yara, que estava indo para a escola, passou ao lado do acidente e não me viu: "cadê meu irmão?"... mas logo cheguei.

A surpresa veio depois: o seguro pagou o conserto do carro do Baldo, mas quis dar PT no fusca. A avaria foi apenas na frente e o dano na suspensão foi o motivo principal da decisão. 

Eu não aceitei, pois o carro estava novo! Não recordo como foi a negociação, se peguei em dinheiro pra consertar por conta própria ou algo assim, mas o carro foi para a concessionária Sivense da Volkswagen e lá foi feito todo o serviço.

Aproveitei pra colocar suspensão catracada da GP Suspensão, esta que permite rebaixar a frente e deixar mais "nivelado" o carro, já que o fusca vem "empinado" de fábrica.

É uma pena não ter registro em fotos, até porque quem andava com máquina fotográfica no bolso, não é?

Infrações

Sem placas
No licenciamento foram retiradas as placas amarelas. Durante o período sem estas placas, até que as cinzas chegassem, fui rodando normalmente.
Em uma noite a PM me parou quando estava dando carona a uns amigos. Pediu pra todos descerem, mãos no capô e pernas abertas. O sermão logo veio: "Não pode andar sem placas. Vai pra casa".

Cavalo de Pau
Paralelepípedo + chuva = rua de sabão.
Após um cavalo de pau em frente de uma igreja na cidade de Piedade do Rio Grande-MG, fui abordado, levei um sermão no meio do povo todo que se aglomerou e, quando a multa estava sendo preenchida, o PM soube que eu era sobrinho do delegado. Ele estava correto na atitude, mas resolveu deixar quieto.

Pneus fora do para-lamas
Em uma blitz da Polícia Rodoviária fui parado e logo orientado que não poderia rodar com  os pneus dois dedos fora do para-lamas. O fato é que as rodas eram de talas largas e não tinha o que fazer no momento. Liberou e boa.

Os fuscas dos amigos

No mesmo período em que estive com este carro, dois colegas faziam parte da caravana de fuscas (Alexandre e Cleber) com seus respectivos nas cores cinza e bege.

Este vídeo foi gravado durante uma ida para Pinhalzinho-SP, cidade onde sempre íamos aos finais de semana com destino à discoteca Templo.

Meio cavalo de pau

1996: A venda

Em 1996 resolvi vender o fusca e o comprador foi meu tio Elias. O motivo foi que alguns colegas "passaram de nível" e começaram a ter Gol GTS, GTI, Kadet GSI, etc.; e a gente gostava de "correr" um pouquinho. Não lembro o valor de venda...

Pra eu não ficar atrás comprei um Santana Pointer GLS 2000 que também foi motivo de várias histórias!